Cepon alerta para os tipos de câncer mais comuns em mulheres

Florianópolis (SC)

No mês de março, o Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON), unidade do Governo de Santa Catarina, reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dos três tipos de câncer mais incidentes entre as mulheres: mama, colorretal e colo do útero. A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre hábitos saudáveis, vacinação e realização periódica de exames preventivos.

O câncer está entre as principais causas de morte no Brasil e apresenta crescimento contínuo no número de casos, impulsionado pelo envelhecimento populacional, mudanças no estilo de vida e fatores ambientais. Nesse contexto, estratégias de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce são consideradas fundamentais para reduzir a mortalidade e ampliar as chances de tratamento.

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De acordo com o diretor-geral do CEPON, Alvin Laemmel, o acesso à informação e às estratégias de prevenção é essencial para reduzir o impacto da doença.

“Durante o Mês da Mulher, reforçamos a importância de olhar com atenção para a própria saúde. A prevenção primária, com a adoção de hábitos saudáveis, uso de preservativo, vacinação contra o HPV e a realização periódica de exames preventivos, é fundamental. Os cânceres de mama, colorretal e de colo do útero apresentam maiores chances de cura quando diagnosticados precocemente. Por isso, manter os exames em dia é essencial”, afirma.

Cenário epidemiológico

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que os tumores mais incidentes entre as mulheres brasileiras são os de mama, cólon e reto e colo do útero. Para o triênio 2026–2028, a estimativa é de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil.

Em Santa Catarina, a estimativa é de 4.460 casos anuais entre mulheres, sendo cerca de 400 em Florianópolis.

Para o câncer de cólon e reto, são estimados cerca de 1.620 novos casos por ano entre mulheres no estado, sendo aproximadamente 130 na capital. Já para o câncer de colo do útero, são esperados cerca de 1.030 novos casos anuais em Santa Catarina, com aproximadamente 70 em Florianópolis.

Referência no tratamento oncológico, o CEPON atendeu em 2025 um total de 387 novas pacientes com câncer de mama, 175 mulheres em consulta inicial com câncer de cólon e reto e 112 novas pacientes com câncer de colo do útero.

O câncer de pele não melanoma permanece como o mais incidente na população em geral, porém é analisado separadamente devido à alta incidência e à baixa letalidade.

Câncer de mama

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo os tumores de pele não melanoma. A mamografia é o principal exame para a detecção precoce da doença, pois permite identificar lesões ainda em fases iniciais, muitas vezes antes do surgimento de sintomas.

Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura podem chegar a 95%. Além do rastreamento, hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, evitar o consumo de álcool e não fumar, contribuem para reduzir o risco da doença.

Câncer colorretal

O câncer de cólon e reto, também conhecido como câncer de intestino, é o segundo mais comum entre as mulheres brasileiras. O rastreamento por meio da colonoscopia é considerado fundamental, pois permite identificar tumores em estágios iniciais e também pólipos que podem evoluir para câncer.

A oncologista clínica do CEPON, Ana Paula Stramosk, destaca que a prevenção também está relacionada aos hábitos de vida.

“A adoção de uma alimentação equilibrada, a prática de atividade física e o controle de fatores de risco são medidas importantes para reduzir o risco de câncer colorretal. Essas estratégias permitem identificar lesões precursoras antes de sua progressão para câncer invasivo”, afirma.

Câncer de colo do útero

O câncer de colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres no país e está fortemente associado à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), considerada a infecção sexualmente transmissível mais prevalente no mundo. Estima-se que cerca de 80% da população sexualmente ativa terá contato com o vírus em algum momento da vida.

“O câncer de colo do útero é um dos poucos tipos de câncer que podem ser amplamente prevenidos. A vacinação contra o HPV e a realização regular do exame preventivo Papanicolau permitem identificar alterações precoces e evitar a evolução para a doença”, afirma a oncologista.

O CEPON, unidade própria da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina sob gestão da Fundação de Apoio ao HEMOSC e ao CEPON (FAHECE), reforça que informação, prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir o impacto da doença e ampliar as chances de tratamento e cura.

 


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